segunda-feira, 14 de junho de 2010

Apresentação

O objetivo deste blog é apresentar a importância do conhecimento e boa gerência de custos utilizando a informação como auxilio na tomada de decisão, direcionamento e planejamento do futuro. Indicadores importantes para o equilíbrio financeiro das organizações, tendo participação decisiva no sucesso dos negócios.

Artigo (1)- A Importância da gestão de custos para a tomada de decisão

Segundo Chiavenato (2007) “o sucesso organizacional não é fruto exclusivo da sorte, mas de uma série infindável e articulada de decisões, ações, aglutinação de recursos, competências, estratégias e uma busca permanente de objetivos para alcançar resultados cada vez melhores”. As tomadas de decisão se baseiam em fatos ocorridos ou que estão ocorrendo bem como em fatos projetados.
Pode-se observar que as empresas modernas têm voltado sua produção para uma maior diversificação de produtos, além de procurar adaptar-se às exigências dos consumidores e às mutações do mercado.
Adiciona-se, a isso, a preocupação permanente pela alta qualidade, que em muitos casos tem se tornado o elemento diferenciador entre as organizações, especialmente pelo poder que confere ao produto em impressionar ou não os interessados, fazê-los sentir maior ou menor atração por um bem e despertar seu desejo de consumo ou de rejeição ao mesmo. No contexto atual caracterizado também pela competitividade, as empresas não podem ficar alheias a essa prática, pois correm sérios riscos de serem absorvidas pelos concorrentes, tornando-se cada vez mais vulneráveis.
Por essa ótica, pode-se perceber que o empresário necessita de uma análise minuciosa de seus custos, através do desmembramento do produto, estudando suas partes constituintes, para que possa refletir a realidade dos custos e benefícios. Desta forma, precisa avaliar, gerencialmente, quanto custa e para que serve cada atividade relacionada à gestão integral de cada produto, tornando mais fácil tomar uma posição de defesa, frente aos fornecedores e grandes concorrentes atuantes no mercado, resultando, dentre outras coisas, no aumento de valor agregado para a empresa.
Para atingir esses objetivos é necessário uma adequada gestão de custos pois: segundo Martins (2000) o aumento da competitividade na maioria dos mercados, sejam industriais, comerciais ou de serviços tornou os custos altamente relevantes quando da tomada de decisões, pois as empresas já não podem definir seus preços de acordo com os custos incorridos, e sim com base nos preços praticados no mercado em que atuam.
Assim, o conhecimento dos custos é vital para saber se, dado o preço, o produto ou serviço é rentável ou não e não sendo rentável se é possível reduzir os custos sem sacrificar a qualidade esperada pelo cliente.
Como instrumento fundamental na gestão dos custos a contabilidade de custos provê registros dos custos dos produtos e dados para estudos de custos especiais que envolvem escolhas alternativas com relação a operações e funções, assistindo dessa forma a administração em suas decisões sobre políticas de vendas, métodos de produção, procedimentos de compras, planos financeiros e estrutura de capital.
Para Iudicíbus (1980), dentre várias aplicações, a contabilidade de custos fornece informações contábeis e financeiras para decisão entre alternativas e afirma que esse tipo de decisão requer informações contábeis que não são facilmente encontradas nos registros da contabilidade financeira. Na melhor das hipóteses, requerem um esforço extra de classificação, agregação e refinamento para poderem ser utilizadas em tais decisões.
Segundo Leone (1987), a contabilidade de custos pode ser conceituada como o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos estoques, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão e de planejamento.
Um sistema de contabilidade de custos adotado por uma empresa precisa ser
compatível com sua estrutura organizacional, seus procedimento de manufatura e seus tipos de informações sobre custos. Podemos visualizar que a contabilidade de custos tem a função de suprir a administração de uma organização com dados que representem o montante de recursos utilizados para executar as várias fases de seu processo operacional. Seu papel adquire maior importância quando inserimos essa organização dentro do contexto complexo e dinâmico do mercado em nossos dias.
Segundo Farah (2008) ter uma exata noção dos custos ajuda a vender, negociar, fornecer, e com isso aumenta a velocidade na decisão e a capacidade competitiva.
Pelo exposto nos itens anteriores podemos concluir que uma adequada gestão de custos é fundamental para uma tomada de decisão com maiores possibilidades de sucesso e de garantia da lucratividade e competitividade das empresas no mundo atual.

Bibliografia:
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos – São Paulo: Atlas 2000
FARAH, Oswaldo Elias – Empreendedorismo estratégico: criação e gestão de pequenas empresas. São Paulo : Cencage Learning, 2008
CALLADO, Aldo Leonardo Cunha. Gestão de custos:
apresentação de um modelo quantitativo sobre custos indiretos de produção. Biblioteca Sebrae.

Artigo (2)-CONTABILIDADE DE CUSTOS: sua importância às organizações

A carência de sistemas de contabilidade de custos nas empresas nos dias de hoje incapacita os gestores de apresentar decisões precisas para a tomada de decisão. Tendo em vista que as empresas atuam num ambiente altamente competitivo e com intensa atualização a necessidade de informações precisas e úteis se tornam cada vez mais indispensáveis. Uma vez que as organizações buscam um nível de excelência cada vez maior perante seus acionistas, cada vez mais as informações geradas pelas áreas de custo devem ser adaptadas e estruturadas para atender as necessidades específicas da organização.
Grande parte das empresas no mercado brasileiro trabalha com o sistema de Custeio básico que traduz de uma forma simplificada de apuração os valores efetivamente gastos no processo produtivo, o Custeio por absorção. Isto é, trabalha apenas com os custos gerais e não em cima de uma análise apurada das atividades, e utilizando, na maioria das vezes, o rateio na apuração das informações. Especialistas desta área reforçam essa afirmação, como Santos (2006, pag.99):
Esse sistema de Custeio é o mais tradicional, datado de uma época em que a participação dos custos fixos era relativamente na composição geral do custo do produto, mercadoria ou serviços.

Por fim, são apresentadas as principais diferenças entre os dois principais sistemas de Custeio utilizados nos dias de hoje. O Custeio por Absorção e o ABC – Custeio Baseado em atividade.

Contabilidade de custos
Antes mesmo de se falar em contabilidade de custos é importante saber de onde surgiu a necessidade de avaliar e analisar a contabilidade. Antes mesmo de se ter um aprimoramento da escrita e sabendo apenas o básico no que diz respeito à área financeira, a humanidade já tinha a necessidade de controlar, avaliar e analisar suas posses. Isso se ilustra na importância que tinha a contabilidade antes mesmo do descobrimento das partidas dobradas.
Quando precisava, o homem se via obrigado a contar e controlar seu rebanho quando o recolhia do pasto, isso já mostra que a importância deste gesto se refletia numa apuração de dados que seria necessário para uma tomada de decisão caso faltasse ou ocorresse algum problema com seu rebanho. Desde que o homem sentiu a necessidade de ter informações econômicas, patrimoniais e financeiras a respeito de seus negócios que surgiu a contabilidade de custos com o objetivo de gerar informações para os subsídios na tomada de decisões.
Segundo Martins (2003, pag. 21), “devido ao crescimento das empresas, com o conseqüente aumento da distância entre o administrador e Ativos e pessoas administradas, passou a contabilidade de custos a ser encarada como uma eficiente forma de auxilio no desempenho da nova missão da contabilidade, a gerencial. É importante ser lembrado que essa nova visão não data demais de algumas décadas. E por essa razão, ainda há muito a ser desenvolvido “.
A contabilidade de custos se faz necessária devido à importância da apreciação dos dados contábeis para facilitar o desenvolvimento e a implantação da estratégia adotada pelas organizações, pois a contabilidade não é um fim em si mesma, mas um meio de ajudar a empresa a atingir seus objetivos.
Para entender o que significa realmente a contabilidade de custos é preciso entender o conceito da mesma. Contabilidade e custos para Leone,”A Contabilidade de Custo é o ramo da contabilidade que se destina a produzir informações para os diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxilio às funções de determinação de desempenho, de planejamento e controle das operações e de tomada de decisão”.
Custos – gasto relativo a Bens ou serviços utilizados na produção de outros Bens ou serviços; são todos os gastos relativos à atividade de produção.
Informações de custo como ferramenta para a tomada de decisão
Em quase todas as empresas que utilizam a contabilidade de custos como ferramentas para a tomada de decisão procuram em seus departamentos de custo informações gerenciais impressas em relatórios exigidos periodicamente. Esses relatórios são geralmente demonstrações do resultado detalhadas para os chefes de departamento e resumidas para a gerência de alto nível quase sempre com informações de valores orçados e realizados e a diferença entre eles.
Nas grandes organizações nos dias de hoje a contabilidade de custos serve não apenas para controlar os gastos incorridos no período, mas conforme Santos(2006) a contabilidade de custos é também,
(...) a área da contabilidade denominada “contabilidade gerencial”, ou, ainda, “contabilidade administrativa”. Pode-se considerar a contabilidade de custos como um sistema cujo objetivo é proporcionar a administração da empresa o registro do custo dos produtos, a avaliação dos estoques que geralmente representam um valor material em relação ao total do ativo, bem como proporcionar a analise do desempenho da empresa.
Em resumo, a contabilidade de custos é como um processo de transformação, como uma indústria, onde recebe os dados e organiza de forma que os padronize para criar uma forma melhor de analisá-los e interpretá-los para a tradução das informações de custo para as diversas áreas da organização.

Figura 1- Transformação dos dados empresariais em informações de custo
Para tanto a sobrevivência das organizações depende cada vez mais das práticas gerenciais de apuração, análise, controle e gerenciamento dos custos de produção dos Bens e serviços, principalmente no atual cenário de competição. Conforme comenta Oliveira(2000, pag. 20):
(...) os relatórios gerenciais de custos são ferramentas imprescindíveis para o gerenciamento das atividades rotineiras das empresas, qualquer que seja o ramo de atividade. Torna-se inconcebível, atualmente, qualquer tentativa de administrar com eficiência e eficácia determinada organização sem que o administrador possua bons conhecimentos teóricos e práticos sobre produção e o respectivo Custeio dos diversos produtos ou serviços executados pela empresa.
Para tanto, com a atual dinâmica e a atualização constante do mercado econômico, os administradores necessitam de informações rápidas e precisas que lhe possibilitem a tomada de decisão para o alcance das metas e do planejamento estratégico da empresa.
Importância da contabilidade de custos
Mas por que devemos ter uma contabilidade de custos? As empresas não podem gerar informações apenas para os usuários externos como, por exemplo, o governo. Neste sentido, Oliveira(2000, pag. 41), comenta que “a contabilidade de custos pode, por exemplo, preparar periodicamente diversos relatórios contábeis não obrigatórios por Lei, mas de extrema Utilidade para diversos executivos da empresa”. Com isso, as informações de custo auxiliam os gestores numa melhor decisão interna não servindo apenas para prestar informações fiscais.
Cada organização opta pelo método que mais lhe convém para analisar, controlar e avaliar seus custos. Hoje em dia os métodos mais conhecidos são:
a) CUSTEIO POR ABSORÇÃO – é o sistema que tem por objetivo apropriar aos produtos todos os custos de produção sejam eles diretos ou indiretos, fixos ou variáveis sempre respeitando os princípios fundamentais de contabilidade.
b) CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADE – o ABC - Activity Based Costing permite mensurar com mais propriedade a quantidade de recursos consumidos por cada produto ou serviço durante o processo analisando suas atividades.
Muitas organizações se utilizam do método de Custeio por absorção por não estarem preparadas para levantar as informações que o outro método necessita, portanto acabam fazendo desta forma por ser mais simplificado. Segundo o conceito apresentado no Manual de Contabilidade por Iudícibus(2003, pag. 344):
Há inúmeros sistemas de custo e critérios de avaliação da produção e dos estoques, e dentro dos princípios fundamentais de contabilidade consagrados pela Lei 6404/76, o método de custeio real por absorção é o indicado.
Isto significa dizer que devem ser adicionados ao custo da produção os custos reais incorridos obtidos pela contabilidade geral e pelo sistema por absorção...
Devemos, porém, ressaltar que os benefícios trazidos pelo outro método de Custeio trazem resultados melhores que o anterior por se tratar de um método voltado para a parte gerencial da empresa e não utilizado basicamente para atender a legislação fiscal.
Leone (2000, pag. 257) explica o critério do ABC:
O critério ABC aloca os custos e as despesas indiretas às atividades. As bases de rateio, em todos os critérios de custeamento, têm a mesma natureza. Elas devem representar o uso que as atividades e os centros de responsabilidade fazem dos recursos indiretos e comuns. Os contadores que empregam o critério ABC dizem que as atividades que consumiram os recursos e as bases para proceder a alocação são chamadas de “direcionadores de recursos”. O procedimento é o mesmo e as limitações, portanto, são as mesmas. Entretanto, uma vez que o critério ABC faz uma análise mais minuciosa das operações, as limitações tendem a crescer de importância.
As formas de Custeio tradicionais, baseadas em volumes, foram criadas para atender as empresas que apresentam o sistema de produção por processo. Já o ABC permite mensurar com mais propriedade a quantidade de recursos consumidos por cada produto ou serviço durante o processo. Assim, o método leva em consideração no cálculo do gasto unitário dos produtos, tanto os custos diretos quanto os custos indiretos e em alguns casos as despesas. Para tanto, utilizam-se direcionadores, ao invés da departamentalização usada no método por absorção.
Este sistema de Custeio traz maior flexibilidade na análise dos resultados voltados a parte interna das organizações. Conforme comenta Santos (2006, pag. 111), “no sistema ABC as atividades são divididas naquelas que agregam valor ao produto e aquelas que não agregam valor ao produto. A idéia central é a de eliminar ou reduzir as que não agregam valor, reduzindo com isto custos, sem diminuir o valor...”.
Assim, o sistema surge para superar as deficiências dos sistemas de Custeio tradicionais, agregando inestimável contribuição para as empresas que competem no novo cenário empresarial onde o que impera é a qualidade total, eliminando, ao máximo as formas de desperdício. Portanto, as técnicas utilizadas pelo ABC são ferramentas ideais para que a empresa consiga melhorar seu sistema de custos, bem como seu desenvolvimento e competitividade.
Santos(2006, pag. 111 e 112), apresenta ainda a síntese das características principais dos métodos de custeio:
SÍNTESE DAS CARACTERÍSTICAS
ABSORÇÃO preço é função de custo; calcula o custo total do produtos; estabelece um "resultado" do produto; é um sistema rígido inflexível. ABC preço é função de mercado e custo; calcula o custo direto do produto; obtém um a"contribuição operacional" do produto; é um sistema medianamente flexível.
O método de Custeio por Absorção apresenta uma forma de apresentação voltada basicamente ao mercado onde seu valor de venda é estimado mediante uma pedida do mercado. Com isso, seu sistema de apuração não tem muita flexibilidade no que diz respeito a sua apuração do resultado, pois como a sua forma de apuração não analisa as partes específicas do processo acaba recebendo valores que muitas vezes não fazem parte daquela fatia analisada.
Já o sistema apresentado posteriormente mostra uma maneira de apuração ligada diretamente as atividades desempenhadas no processo produtivo visando a exatidão dos números apresentados. Para esse método são necessárias diversas ferramentas para que possam ser medidas e analisadas parte por parte cada atividade. Com isso esse sistema acaba se tornando extremamente flexível podendo ser moldado conforme a necessidade de cada empresa. Informações conclusivas
É altamente recomendado que os gestores analisem e verifiquem junto ao seu sistema de custeamento utilizado se este atende as necessidades da organização. Se for necessário deve-se fazer um estudo se uma mudança de sistema de Custeio não vem a ser uma alternativa viável que poderia trazer vantagens à organização.
A análise dos cenários de ambos os sistemas de Custeio pode auxiliar o gestor a verificar qual dos dois métodos se assemelha mais com o objetivo da empresa e qual deles pode ser mais útil no momento para as necessidades da mesma. Pois, hoje em dia as organizações não optam apenas pela maior precisão no seu custo, mas também analisam se o custo beneficio é válido, pois pode não ser viável uma mudança.


Referências Bibliográficas
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto Rubens. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações: aplicável às demais sociedades. 6.Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2003.
LEONE, George S. G. Curso de Contabilidade de Custos. 2.Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2000.
LEONE, George S. G. Custos: planejamento, implantação e controle. 2.Ed. São Paulo: Editora Atlas, 1996.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9.Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2003.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 7.Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2000.
OLIVEIRA, Luís Martins de; PEREZ JR., José Hernandez. Contabilidade de custos para não contadores. São Paulo: Editora Atlas, 2000.
SANTOS, José Luis dos; SCHIMIDT, Paulo; PINHEIRO, Paulo Roberto; NUNES,Marcelo Santos. Fundamentos de Contabilidade de Custos. 22.Ed.São Paulo: Editora Atlas, 2006.
SHANK, John K.; GOVINDARAJAN, Vijay. A revolução dos Custos: como reinventar e redefinir sua estratégia de custos para vencer em marcados crescentemente competitivos; Tradução de Luis Orlando Coutinho Lemos. 4.Ed. Rio de Janeiro: Editora Capus, 1997.

Autor: Ismael Beck Steimetz

Exercícos de custos

1- O que é Contabilidade de Custos?

A contabilidade de custos é o ramo da contabilidade que se destina a produzir informações para diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxílio às funções de determinação de desempenho, e de planejamento e controle das operações e de tomada de decisões, bem como tornar possível a alocação o mais criteriosamente possível dos custos de produção aos produtos. Coleta, classifica e registra os dados operacionais das diversas atividades da entidade, denominados de dados internos, bem como, algumas vezes, coleta e organiza dados externos. Os dados coletados podem ser tanto monetários como físicos. Exemplo de dados físicos operacionais: unidade produzida, horas trabalhadas, quantidade de requisições de materiais e de ordens de produção, entre outros.

2- Quais os principais objetivos básicos da Contabilidade de Custos?

Avaliação de estoques;
Atendimento das exigências fiscais;
Determinação do resultado;
Planejamento;
Formação do preço de venda;
Controle gerencial;
Avaliação do desempenho;
Controle Operacional;
Análise de alternativas;
Estabelecimento de parâmetros;
Obtenção de dados para Orçamento;
Tomada de decisão.

3- Qual a relação entre os princípios da competência, prudência e uniformidade com a contabilidade de custos?

O Princípio da competência reconhece as receitas, as despesas e os custos na apuração do resultado do período a que pertencem.
O Princípio da uniformidade diz que os critérios aplicados num período, devem ser mantidos nos períodos subseqüentes.
O Princípio da prudência diz que todas as despesas e prejuízos devem ser previstos e provisionados e as receitas nunca devem ser antecipadas antes que possam ser consideradas como realizadas.

4- A partir de que século a Contabilidade de Custos teve um grande desenvolvimento?

A Contabilidade de Custos começou em meados do século XIX, mas teve um grande desenvolvimento a partir da segunda guerra mundial (anos 50 pra cá) com a chamada Contabilidade Gerencial.

5- Por que é necessário que as empresas industriais tenham um bom sistema de Custos?

Para poderem acompanhar o seu desempenho operacional e adotarem medidas de melhoria tanto de redução de custos como de otimização dos processos produtivos.

6- Os fatores de custo de um produto em uma empresa industrial são os mesmos que em uma comercial?

Não. Na empresa industrial os fatores de custo são os gastos com a fabricação do produto (processo produtivo) enquanto na comercial são os de aquisição dos produtos a serem comercializados (mercadorias para a venda).

7- Qual a diferença entre custos e despesas?

Custos
: Compreende a soma dos gastos com bens e serviços aplicados ou consumidos na produção de outros bens ou serviços.
Despesas: Compreende os gastos decorrentes do consumo de bens e da utilização de serviços das áreas administrativa, comercial e financeira que visam a obtenção de receitas.

8- Qual a diferença entre custos diretos e indiretos?

Custos Indiretos:
Beneficiam toda a produção de um bem ou serviço. São todos os custos de produção, exceto os materiais diretos e mão de obra direta. são os que, para serem alocados aos produtos, necessitam da utilização de algum critério de rateio. Exemplos: aluguel, iluminação, salário de supervisores etc..
Custos diretos: São aqueles que são facilmente atribuíveis a um determinado bem ou serviço, ou seja, são percebidos com clareza em cada produto ou serviço.

9- O que são considerados custos de transformação?
É o custo de transformação do material em produtos. É a soma de mão de obra indireta e dos custos indiretos de fabricação. Custos de Transformação ou de Conversão: soma de todos os Custos de Produção, exceto os relativos a matérias-primas e outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação pela empresa (componentes adquiridos prontos, embalagens compradas etc.). Esses Custos de Transformação representam o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado item (mão-de-obra direta e indireta, energia, materiais de consumo industrial etc.).
CT = MOD + CIF

10- Qual a diferença entre custos fixos e custos variáveis?

Custos fixos:
Independem do volume de produção ou venda.
Custos variáveis: Estão diretamente relacionados com o volume de produção ou venda.

11- O que são custos semivariáveis?

São aqueles que possuem uma parcela fixa e outra variável.

12- Em que consiste o sistema de custeio por absorção?

Consiste em apurar o valor dos custos dos bens ou serviços elaborados tomando como base todos os custos de produção, sejam fixos ou variáveis, diretos ou indiretos.

13- Em que consiste o sistema de custeio variável?

Considera apenas os custos variáveis de apropriação direta como custo de produção ou serviço.

14- O que são os Custos Indiretos de Fabricação – CIF? Exemplifique..:
São os que, para serem alocados aos produtos, necessitam da utilização de algum critério de rateio. Exemplos: aluguel, iluminação, salário de supervisores etc..
15- Qual tratamento contábil deve ser dado ao desperdício ou perda?

O desperdício ou perda devem ser contabilizados como abatimento na receita do período.

16- O que significa Ponto de Equilíbrio (Break Even Point)? Como calculá-lo?

É o valor ou quantidade mínima que a empresa precisa vender para cobrir o custo das mercadorias vendidas, as despesas variáveis e as despesas fixas.
PE= CF/(PV-CVu) onde PE é o Ponto de Equilíbrio, CF é o Custo Fixo Total, PV é o
Preço de Venda Unitário e CVu é o Custo Variável Unitário.

17- Como usar a alavancagem operacional para prever o lucro?


Alavancagem operacional ocorre quando um crescimento de x% nas vendas provoca um crescimento de n vezes x% no lucro bruto. O efeito de alavancagem ocorre pelo fato de que os custos fixos são distribuídos por um volume maior de produção, fazendo com que o custo unitário da mercadoria seja reduzido.
O fator n é denominado grau de alavancagem operacional.
Nas empresas com maior alavancagem , qualquer alteração no volume de vendas, causa um maior aumento nos lucros.

18- O que é margem de contribuição?

É quanto cada serviço ou produto vendido contribui para pagar as despesas fixas mensais e quanto contribui para formar o lucro. Podemos entender margem de contribuição como a parcela do preço de venda que ultrapassa os custos e despesas variáveis e que contribuirá (daí o seu nome) para a absorção dos custos fixos e, ainda, para formar o lucro.

19- Qual a legislação que exige que as empresas tenham uma contabilidade de custos?

Não existe uma legislação que obriga uma empresa a ter uma contabilidade de custos. A iniciativa é da própria empresa.

20- O que é o Custeio ABC?

Custeio ABC (Activity-Based Costing) é uma metodologia de custeio que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos, apurando os custos por atividades.

21- Qual o papel de um Controller numa empresa?

O papel de um controller é ter o controle das informações administrativas, para manter um plano integrado e definir estratégias dentro de uma empresa.

Kanitz (1976) menciona que várias são as atribuições de um controller. Sua amplitude e diversidade dependem das dimensões da empresa e da filosofia que orienta seus gestores. No entanto, ressalta que sua função básica consiste em gerenciar, além de muitas vezes implantar, os seguintes sistemas:

*Informação: de dados contábeis, financeiros, econômicos, etc;
*Motivação: das pessoas conforme a interferência do sistema de controle sobre elas;
*Coordenação: das ações e das informações para cumprir o planejamento;
*Avaliação: das tendências, dos fatos e da adequação dos resultados;
*Planejamento: de planos aceitáveis, sinérgicos, consistentes e viáveis;
*Organização: da estrutura administrativa para que as decisões tomadas na fase do planejamento sejam implementadas;
*Direcionamento: da atuação sincronizada das pessoas envolvidas com os equipamentos e materiais necessários;
*Acompanhamento: dos planos estabelecidos e correção d
os desvios dos planos traçados.

sábado, 12 de junho de 2010

Glossário

Contabilidade: É a ciência que estuda à riqueza.
Objeto da Contabilidade: É o patrimônio.

Finalidade da Contabilidade: É registra e controlar o Patrimônio, com objetivo de fornecer o máximo de informações úteis sobre a sua composição e suas variações.

O que é Patrimônio: Significa, a princípio, o conjunto de valores de bens pertecente a uma pessoa ou uma empresa, compõe-se também de valores a receber (ou dinheiro a receber). Por isso, em contabilidade esses valores a receber são denominados direitos a receber ou, simplesmente, direitos. Relacionando-se, todavia, apenas bens e direitos, não se pode identificar a verdadeira situação de uma pessoa ou empresa. É necessário evidenciar as obrigações (dívidas) referente aos bens ou direito.Em Contabilidade, portanto, a palavra patrimônio tem sentido amplo: por um lado significa o conjunto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa ou empresa; por outro lado inclui as obrigações a serem pagas.

Contabilidade Gerencial: Mensura e relata informações financeiras bem como outros tipos de informações que ajudam os gestores a atingir as metas da organização.

Custo: Gasto relativo ao consumo de bem ou serviço no processo de produção de outros bens ou serviços.

Custos Diretos: São aqueles que são facilmente atribuíveis a um determinado bem ou serviço, ou seja, são percebidos com clareza em cada produto ou serviço. Ex: Matéria-Prima, mão de obra direta.

Custos Indiretos: São aqueles custos que beneficiam toda a produção de um bem ou serviço. São todos os custos de produção, exceto os materiais diretos e mão-de-obra direta.Ex: Aluguel, depreciação, salário da supervisão.

Custos Variáveis: São aqueles que estão diretamente relacionados com o volume de produção ou venda. Em termos de custos totais, quanto maior for o volume de produção, maiores serão os custos totais. Em termos unitários, os custos permanecem constantes. Ex: Matéria-Prima

Custo Fixos: São aqueles que independem do volume da produção ou venda. Reprsentam a capacidade instalada que a empresa possui para produzir e vender seus bens ou serviços. Em termos de custos unitários quanto maior for o volume de produção ou venda, menores serão os custos por unidade. Em termos de custo totais, independem das quantidades produzidas ou vendidas. Ex: Depreciação, aluguel.

Custo de Transformação: É o custo de transformação do material em produtos. É a soma de mão-de-obra indireta e custos indiretos de fabricação.

Custos Rateados: São sempre custos indiretos, pois o rateio é realizado mediante o emprego de critérios e taxas, que resultam na divisão proporcional de um montante global.

Custo das Vendas: É a despesa correspondente ao custo das mercadorias e dos produtos vendidos ou dos serviços prestados.

Custos Proporcionais: Custo que cresce, por ser variável proporcionalmente à produção; assim, por exemplo, se a produção aumenta em X, o custo aumentará sempre numa proporção percentual de X.

Deficit, déficit ou défice: É um termo da contabilidade de origem latina, que se caracteriza por um saldo negativo resultante de, em um orçamento, ter mais gastos, ou despesas do que ganhos, ou receitas. Tal orçamento é chamado de deficitário. Corresponde ao prejuízo em balanços de empresas não econômicas ou "sem fins lucrativos".

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido: é a demonstração contábil destinada a evidenciar, num determinado período, a movimentação das contas que integram o patrimônio da Entidade.

Demonstração das origens e aplicações de recursos - DOAR: como seu próprio nome indica, tem por objeto apresentar de forma ordenada e sumariada principalmente as informações relativas às operações de financiamentos e investimentos da empresa durante o exercício, e evidenciar as alterações na posição financeira da empresa.

Despesas: São gastos de administração, vendas, financiamento etc. não diretamente relacionados à atividade produtiva. Assim, o aluguel dos escritórios da empresa, ao contrário do aluguel da fábrica, é despesa. Os salários dos administradores e funcionários do escritório da empresa são despesas, assim como a energia elétrica do escritório, materiais de escritório etc.

Despesas Operacionais: São as despesas incorridas com a manutenção das atividades principais, podendo ser classificadas em despesas de administrativas, de vendas, gerais, financeiras, etc.

Despesas Não-Operacionais: São as despesas incorridas com as transações não incluídas nas atividades operacionais da empresa, principais e acessórias, tais como o valor contábil dos bens e direitos do Ativo Permanente, quando estes forem alienados, baixados ou liquidados.

Depreciação: Fenômeno contábil que expressa a perda de valor que os valores imobilizados de utilização sofrem no tempo, por força de seu emprego na gestão, perda de valor pelo uso.

Descontos Incondicionais: São parcelas redutoras do preço de venda, quando constarem da nota fiscal de venda, e não dependam, para a sua concessão, de evento posterior à emissão desse documento.

Estatística: é um conjunto de técnicas e métodos de pesquisa que entre outros tópicos envolve o planejamento do experimento a ser realizado, a coleta qualificada dos dados, a inferência, o processamento, a análise e a disseminação das informações.

Fundo de investimento: É uma forma de aplicação financeira, formada pela união de vários investidores que se juntam para a realização de um investimento financeiro, organizada sob a forma de pessoa jurídica, tal qual um condomínio, visando um determinado objetivo ou retorno esperado, dividindo as receitas geradas e as despesas necessárias para o empreendimento.
Gasto: Sacrifício financeiro com que a entidade arca para qualquer obtenção de um produto ou realização de um serviço, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).

Ponto de Equilíbro: É o valor ou quantidade que a empresa precisa vender para cobrir o custo das mercadorias vendidas, as despesas variáveis e as despesas fixas. No ponto de equilíbrio - PE-, a empresa não terá lucro nem prejuízo.

Margem de Contribuição: MC-É quanto cada serviço ou produto vendido contribui para pagar as despesas fixas mensais e quanto contribui para formar o " lucro" . O termo Margem de Contribuição tem um significado igual ao termo Ganho Bruto sobre as vendas. Isso indica para o empresário o quanto sobra das vendas para que a empresa possa pagar suas despesas fixas e gerar lucro.

Incentivos Fiscais: Fazem parte do conjunto de políticas econômicas. Facilitam o aporte de capitais em uma determinada área através da cobrança de menos impostos ou de sua não-cobrança, visando o aquecimento econômico do respectivo território principalmente com capitais exógenos (de fora).

Índice de Rentabilidade: São responsáveis por medir o quanto uma empresa está sendo lucrativa ou não. O seu conceito analítico é, quanto maior melhor.

Impostos Incidentes sobre Vendas: São os tributos que integram o preço das mercadorias, produtos ou serviços prestados (ICMS, ISS, COFINS, PIS).

G13 - Custos de Produção

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